
- Nome
- Praião e Prainha
- Nascimento - Cidade
- 04/06/1957 - Ituiutaba/MG
Praião e Prainha
Iniciaram suas atividades na Rádio Platina de Ituiutaba, Minas Gerais, por volta de 1957. Foram para São Paulo em 1959, a fim de lançar o primeiro disco da dupla que aconteceu somente por meio particular. No mesmo ano, já iniciaram no rádio com uma participação semanal somente a convite do radialista Nhon Zé, que apresentava o programa Alvorada Cabocla, na Rádio Nacional de São Paulo. Praião tocava violão e era compositor, que se chamava na verdade Aguimar Fernandes Balieiro, Prainha também tocava violão, se chamava na verdade Ademar Fernandes Balieiro. Ambos nascidos em Uberlândia e criados em Ituiutaba . O segundo trabalho, já em série comercial, foi lançado pela gravadora Califórnia, que com a música "Bebendo nos Bares" ultrapassou a casa de 20.000 (vinte mil) discos vendidos em todo país, que para a época era um número extraordinário. No início de 1960, vieram outros sucessos como: "Belezas do Araguaia", "Não Entro Naquele Bar", "Ingratidão", entre outras. Fizeram shows por todo Brasil sempre acompanhados pelo acordeonista Rezendinho, formando o Trio da Simpatia Sertaneja, que também os acompanhava nas suas apresentações no ádio e gravações. Em 1963, entre tantas duplas famosas da época, foram consagrados com o Prêmio Viola Dourada, lançado pela conceituada revista Melodias, prêmio este que era feito através de votação espontânea pelos fãs do estilo sertanejo. A dupla criou um estilo próprio de cantar, compor e criar os arranjos com a ajuda de Rezendinho (acordeonista/sanfoneiro), estilo este que os consagrou no gênero individualizando eles das demais duplas. No início dos anos 70, Em 1972, a carreira da dupla foi interrompida de forma triste com a morte de Praião, vitima de acidente de carro no entroncamento de Formosa, no Tocantins. Uma curiosidade é que Praião foi eleito vereador no município de Itumbiara, em Goiás, outra grande prova de popularidade da dupla, porém ele faleceu antes mesmo de tomar posse. O mesmo está sepultado em Itumbiara, cidade que o artista mesmo escolheu para que um dia, quando viesse a falecer, seria ali sepultado como a própria música "Homenagem a Itumbiara"(Praião/Prainha), que dizia "Se um dia eu morrer em outro estado, quer ser sepultado em Itumbiara", uma profecia composta e gravada pela dupla. Prainha ficou só, sem o irmão mas devido à agenda cheia de shows, e a pedidos de fãs, retornou ao mundo da música, com uma nova formação: Praião II & Prainha. Com um gênero diferente de cantar e um dueto de vozes mais grosso, gravaram razoáveis sucessos. O ano de 1992 foi o marco final para a dupla de irmãos (Praião & Prainha), onde infelizmente Prainha também veio a óbito em Goiânia, por motivos de saúde. Já Praião II toca violão e é compositor do grande sucesso gravado por Amado Batista "Amor Perfeito", é natural de Itumbiara, se chama na verdade Euripedes Carlos da Silva e iniciou sua jornada como 1ª voz antes mesmo do óbito de Praião no ano de 1972, escolhido e indicado pelo amigo Praião I, que se encontrava acamado. Praião continuou sua jornada anos depois, usando o nome da dupla como Praião & Paulinho, e gravaram apenas dois CDs contendo algumas músicas até bem executadas, tais como a regravação da música "Franguinho na Panela", "Vidro Quebrado" e "Sonho de Um Sertanejo". E, atualmente, a pedido de amigos e da família de Prainha, retornou com a nova versão de Praião & Prainha, para dar continuidade ao grande legado dos dois irmãos Aguimar e Ademar






